Marcelo Castro e Ciro Nogueira serão investigados por acusações de caixa 2


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin determinou o fatiamento da delação de executivos do grupo J&F e mandou instaurar procedimentos individuais de apuração de citações a dez parlamentares nos depoimentos dos delatores.

Entre esses parlamentares, estão o senador piauiense e presidente nacional do PP, Ciro Nogueira; o

Os dois políticos foram citados por delatores da JBS

deputado federal e senador eleito Marcelo Castro (MDB), e; o deputado federal Onyx Lorenzoni(DEM-RS), futuro ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro e atual ministro extraordinário do gabinete de transição.

Fachin atendeu ao pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, feito na semana passada.

Agora, Dodge vai decidir em quais casos pede a abertura de inquérito, em quais casos pede arquivamento ou se envia para as instâncias inferiores em razão de o fato não ter relação com o mandato. Além disso, há casos de políticos que podem perder o mandato e o foro em 2019.

Serão abertos procedimentos preliminares em relação a seis deputados:

• Alceu Moreira (MDB-RS);

• Jerônimo Goergen (PP-SR);

• Marcelo Castro (MDB-PI);

• Onyx Lorenzoni (DEM-RS);

• Paulo Teixeira (PT-SP);

• Zé Silva (SD-MG);

E em relação a quatro senadores:

• Ciro Nogueira (PP-PI);

• Eduardo Braga (MDB-AM);

• Renan Calheiros (MDB-AL);

• Wellington Fagundes (PR-MT).

Segundo a procuradora, os dez teriam sido beneficiados com caixa dois, doações não declaradas, entre 2010 e 2014, de acordo com os delatores e tabela apresentada ao Supremo.

Conforme a procuradora, em relação aos dez parlamentares verificou-se “situações em que o recebimento de dinheiro de forma dissimulada ocorreu no curso do mandato parlamentar por agentes políticos que ainda são detentores de foro no STF, fazendo-se necessária a autuação de petições autônomas para adoção de providências em relação a cada autoridade envolvida”.

O caso estava sob análise da Procuradoria-Geral da República desde setembro. Depois, Dodge requereu a divisão das menções para facilitar a adoção de providências.

“Os distintos relatos de repasse de verbas envolvendo diversas autoridades públicas, em contextos que não guardam relação entre si, demandam o desmembramento dos presentes autos, de modo que cada procedimento siga o curso próprio. Desta feita, necessária a autuação de petição autônoma para providências”, afirmou.

Fachin também atendeu a pedido da procuradora e mandou arquivar menções dos delatores do grupo J&F a doações ilegais em 2006 porque, em razão do tempo decorrido, não pode mais haver punição. Também mandou arquivar citações a três ex-parlamentares que já morreram: Homero Pereira, Moreira Mendes e Mendes Ribeiro.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1