Deputado Limma exige apuração de denúncias contra Sérgio Moro


O líder do governo na Assembleia Legislativa do Piauí, deputado Francisco Limma (PT), espera que seja

Deputado Francisco Limma espera que Lula saia da cadeia

apurada as denúncias contra o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dalagnol, reveladas na reportagem do site “The Intercept Brasil”, que mostram um direcionamento contra o ex-presidente Lula, durante a operação Lava Jato.

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (10), o parlamentar petista apresentou um requerimento ao Conselho Federal da OAB, para a instauração de processo de investigação e acompanhamento do caso.

De acordo com o líder do Governo, deputado Francisco Limma (PT), a investigação coloca em xeque a imparcialidade do ministro quando era responsável pelo julgamento em 1ª Instância de diversos casos de corrupção pela 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba. Segundo ele, as mensagens deixam clara a parcialidade da operação.

“Isso já havia sido relatado, inclusive na ONU, pela defesa do ex-presidente em 2016, de que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com clara motivação política de processar Lula. As acusações são graves e o atual Ministro da Justiça deve ser afastado de seu cargo até que as investigações sejam concluídas. Também os procuradores envolvidos devem ser afastados”, defendeu.

“Lula é preso político. As mensagens revelam um verdadeiro conluio para tirá-lo da disputa à Presidência e impedir a sua vitória. A liberdade de Lula deve ser restituída”, defende Francisco Limma. Para o líder do governo, os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos e devem ser anulados.

Segundo o deputado Fábio Novo (PT), o ex-juiz Sérgio Moro condenou Lula e recebeu o cargo de ministro como recompensa. “O que levaria um juiz federal a renunciar ao seu cargo para ser ministro ganhando quatro vezes menos? Queremos a anulação dessa condenação dada por essa quadrilha e vamos pedir a prisão do ministro e dos procuradores. O próprio procurador dizia que as provas eram frágeis para condenar. Esse é o maior escândalo do judiciário brasileiro”, denunciou o deputado.

De acordo com o site responsável pela reportagem, as informações vieram de um lote de arquivos enviados por uma fonte anônima há algumas semanas para a empresa de comunicação, contendo mensagens de texto, áudio e vídeo trocadas entre 2015 e 2018 pelo aplicativo Telegram. Ainda de acordo com o The Intercept, os documentos foram recebidos antes da notícia da tentativa de invasão do celular do ministro Moro, no começo de junho (4). O ministro confirmou que seu celular foi clonado, mas disse que não houve captação de conteúdo.