Deputada analisa estudo sobre casamento na infância


Iracema Portella considera importante debater o tema

A deputada federal Iracema Portella (Progressistas) comentou o estudo “Casamento na Infância e Adolescência: O Impacto da Educação e da Legislação Brasileira”, elaborado pelos pesquisadores Paula Tavares e Quentin Wodon e lançado na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (04).

A parlamentar destaca que a publicação é importante por ampliar o debate sobre a questão do casamento antes dos 18 anos. “Os pesquisadores avaliam o impacto do investimento na educação, no ensino das meninas para enfrentar esta situação. Nosso papel, enquanto parlamentares, é avançar na formulação de políticas públicas para evitar essa prática que não é, de forma alguma, saudável para as crianças e adolescentes”, observa Iracema Portella.

De acordo com a ONG Save the Children, a cada sete segundos uma menina com menos de 15 anos se casa no mundo, e segundo o UNICEF, pelo menos 7,5 milhões de meninas se casam todos os anos antes dos 18 anos.

Para Iracema, uma das consequências graves destes casamentos precoces é que na maioria das vezes as meninas são impedidas de estudar. “Acaba criando uma situação em que essas meninas vão ser dependentes de maridos, dificilmente terão o desenvolvimento escolar e profissional que poderiam ter caso sua infância e adolescência fosse vivida normalmente. Sem estudo, elas acabam em subempregos, não conseguem a independência financeira que é importante para que não se submetam a situações de abuso”, diz a deputada piauiense, acrescentando que os danos psicológicos de assumir as responsabilidades de um casamento na adolescência também devem ser considerados.

A deputada Iracema parabenizou o Banco Mundial e os pesquisadores pela iniciativa, que é de grande relevância para a luta pelos direitos de crianças e adolescentes.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ascom