Deolindo defende suspensão temporária da greve dos ônibus


Nesta quinta-feira (7), vereadores, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI), do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), da Prefeitura de Teresina e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários (Sintetro) se reuniram para discutir a greve do transporte coletivo na capital, que dura quatro dias.

O vereador Deolindo Moura (PT) informa que, durante a conversa com os representantes da categoria, foi

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proposto uma suspensão da greve para que as negociações sigam em paralelo. “O que foi proposto por mim e pelo vereador Dudu é que os trabalhadores possam dar uma pausa na greve, para que vereadores, TRT, OAB e Sintetro entrem, de forma coletiva, na Justiça para que seja garantido o reajuste. A ideia é que a categoria aguarde duas ou três semanas para que haja esse processo junto ao Tribunal de Justiça”, diz o parlamentar. De acordo com ele, os representantes do Sindicato se comprometeram a conversar com a categoria e avaliar a proposta.

Deolindo Moura também falou sobre o baixo número de veículos circulando nas ruas e sobre a contraproposta apresentada pelo Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut). “O que os motoristas colocaram para nós é que foi realizada uma licitação para 400 veículos e que a Prefeitura tem feito o repasse do subsídio baseado nesse quantitativo, no entanto, eles afirmam que apenas 370 veículos estão circulando; ou seja, foi feita uma licitação para um número maior do que existe na prática e isso é muito grave. Outra situação que chama atenção é a contraproposta dos empresários. Eles afirmam que só poderiam garantir um reajuste de 4% e ainda pedem um aumento da jornada de trabalho para 12h. O que o Setut tenta fazer é desenvolver uma nova forma de trabalho na cidade de Teresina, que é o trabalho de forma integral”, critica.

O vereador ainda afirma que existe um compromisso dos entes presentes na reunião para resolver a questão. “Queremos solucionar essa situação e que o Setut explique, inclusive, porque o reajuste não pode ser garantido, visto que, durante as negociações quanto ao aumento do preço da passagem, foi incluído o valor do reajuste salarial, uma vez que a Prefeitura continua repassando o subsídio para os empresários”, diz.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Ascom